Arquivo do mês: outubro 2007

Água, um bem natural

A guerra da água
por: Leonardo Boff

A água, objetivamente, é um bem natural comum, vital e insubstituível. Ocorre que vivemos numa quadra histórica em que o modo de produção dominante e hoje globalizado transforma literalmente tudo em mercadoria, até as coisas mais sagradas e vitais. Os direitos humanos inalienáveis são rebaixados a necessidades humanas. Para a sua satisfação deve-se obedecer as leis da oferta e da procura, próprias do mercado. Só tem direitos quem puder pagar e for consumidor e não quem for pessoa, independente de sua condição econômico-social. É uma traição aos ideais da modernidade.

A água doce, por ser um bem cada vez mais escasso – somente 0,7% é acessível ao consumo humano – mais e mais ganha preço e se transforma em objeto da cobiça mundial. Vigora uma corrida frenética de grandes multinacionais para privatizar a água, transformá-la em recurso hídrico e em mercadoria com a qual se pode ganhar muito dinheiro. Cuidou-se para que fosse demolida a compreensão humanística e ética de que o acesso à água fosse direito humano fundamental. Conseguiu-se que fosse reduzida a uma necessidade como qualquer outra, cuja satisfação deve ser encontrada no mercado. Foi o que, efetivamente, declarou o Segundo Fórum Mundial da Água em 2000: a água não é mais um direito inalienável mas uma mera necessidade humana.

Agora começou uma guerra ferrenha pelo controle do acesso à água potável. Quem controla, detém um poder de vida ou de morte sobre milhões e milhões de pessoas. Hoje 1,6 bilhão de pessoas tem grave insuficiência de água e em 2020 serão 3 bilhões numa humanidade com 8 bilhões de pessoas. Estas poderão ver negado o acesso à água porque não terão como adquiri-la e estarão sob risco de vida.

Há tempos o vice-presidente do Banco Mundial, Ismali Serageldin dizia com razão: ”Se as guerras do século XX foram por petróleo, as do século XXI serão por água potável”. Com efeito, atualmente existem 50 conflitos no mundo por causa da falta de água, já que 40% da população mundial vive junto a 250 bacias fluviais. A bacia do Trigre e do Eufrates é o centro do contensioso entre a Turquia, a Síria e o Iraque; a bacia do rio Jordão, entre Siria, Palestina, Israel, Jordânia e Líbano; a bacia do Ganges e do Indo entre Bengladesh, India e Paquistão e assim a bacia do Nilo e do Zambesi.

Como enfrentar as hidromáfias e evitar as guerras por água? Em primeiro lugar, demolindo a compreensão materialista que subjaz à lógica das privatizações da água. Ao considerar tudo mercadoria, ela destrói qualquer sentimento ético, ecológico e espiritual, ligado diretamente à água. Em segundo lugar, resgatando o sentido originário da água como matriz de todas as formas de vida sobre a Terra. A água bem como a vida, jamais poderão virar mercadoria. Em terceiro lugar, criando, como muitos o estão propondo, a consciência de que um necessário pacto social mundial deve ser feito em cima do tema da água já que todos precisam dela para viver. Por fim, em nome desta consciência planetária não se há de conceder a ninguém o direito de privatizar a água. Ela deve ser excluída das negociações comerciais a nivel mundial.

A água é um dom que a natureza ofereceu à vida e a cada um de nós. 70% de nosso corpo é composto de água. Porque é tudo isso, a água constitui uma das metáforas mais significativas do Divino que está em nós e no universo e da sacralidade de toda a vida. Como não lutar por ela e cuidá-la?

Leonardo Boff
Fonte: http://jbonline.terra.com.br [28/JAN/2005]

 

 

 

 

“QUEM AMA CUIDA, QUEM CUIDA APRENDE A AMAR”

Reflexão de Leonardo Boff extraída do livro:

Saber Cuidar: ética do humano – compaixão pela Terra

 

Onde levar pilhas/baterias e óleo de cozinha para reciclar…

Agora já temos onde levar pilhas/baterias e óleo de cozinha para reciclar!

É isso mesmo! A partir de agora as Agências do Banco Real e as lojas do Pão
de Açúcar estão com programa de reciclagem.

Sabe aquelas pilhas e baterias usadas que não sabemos o que fazer com elas?
Pois é, agora está fácil! Basta levá-las a qualquer agência do Banco Real
e colocá-las no Papa- pilhas. Este é mais um programa de reciclagem
promovido pela instituição.
As pilhas e baterias de celulares, câmeras digitais, controle remoto,
relógios, etc, contém materiais que contaminam o solo e os lençóis freáticos
deixando-os impróprios para utilização, podendo provocar problemas à saúde,
como danos para os rins, fígado e pulmões. São eles: cádmio, mercúrio,
níquel, chumbo, etc.

Não esqueça: o Papa-pilhas está disponível em todas as unidades do Banco
Real.

Também já temos onde levar o óleo de cozinha usado para reciclar! As lojas
do Pão de Açúcar, que já reciclam outros tipos de lixo, como papel, vidro,
plástico e metal, reciclarão também óleo de cozinha!

Você sabia que apenas 1 litro de óleo despejado no esgoto polui cerca de um
milhão de litros de água ou o que uma pessoa consome em 14 anos de vida?
E ainda provoca a impermeabilizaçã o dos leitos e terrenos próximos,
contribuindo para a ocorrência de enchentes.

Como fazer:
Depois que o óleo usado esfriar, armazene em uma garrafa plástica daquelas
de 2 litros, se possível transparente. Tampe bem a garrafa e deposite-a no
coletor de lixo de cor marrom da loja Pão de Açúcar, indicado para esta
finalidade.

Todo óleo de cozinha coletado será encaminhado pela cooperativa às empresas
recicladoras, que o utilizarão como matéria-prima para a produção de
biocombustível.
Se o Pão de Açúcar mais perto de sua casa ainda não tem o coletor apropriado
ligue para o SAC da empresa – 0800-7732732 – e peça para que seja
providenciado rapidamente.

Independentemente disso, pare imediatamente de jogar óleo pelo esgoto.
Armazene em garrafas e entregue no lixo reciclável, e não nos rios!

Mais informações:

http://www.grupopaodeacucar.com.br/meioambiente

(Texto extraído do panfleto promocional do Pão de Açúcar )