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Telhas de garrafa Pet – Ideia sustentável

Telha de Garrafa PET 228x300 Telha de Garrafa PET

Quando encontrei este “passo a passo” sobre telhas de garrafas pet (http://www.artesanatopassoapassoja.com.br/como-fazer-telhas-de-garrafa-pet/), fiquei pensando na utilidade e na solução que representa essa ideia.

Penso que realmente pode ser uma alternativa excelente não apenas para quem precisa de uma estufa ou um quartinho protegido no quintal, mas, mais ainda, para quem realmente não tem condições financeiras de construir um cantinho para viver com os materiais tradicionais.

Sabe-se que esse material não é perfeito para moradias, por questões como a térmica, visto que aquece muito. Por outro lado, seus aspectos térmicos podem ser úteis, por exemplo, para o aquecimento de água nas residências.

Imagine uma casa em que até as cores das pets fossem pensadas e aproveitadas. A luminosidade das garrafas incolores onde a luz é necessária economizaria energia, não acham? Por outro lado, garrafas escuras ou pintadas ficariam bem nos quartos.

É triste saber que o destino dessas garrafas na maior parte das vezes é o lixo, ao ver essas possibilidades claras de resolver a vida de muita gente de maneira altamente sustentável.

Precisamos repensar nossos processos de reciclagem. O caso das garrafas pet é um exemplo clássico em que a reciclagem comum tem alto custo e é antiecológica, por mais paradoxal que pareça, já que gasta muita energia elétrica no derretimento e nos novos reaproveitamentos do material.

Portanto, ideias boas como essa  precisam ser mais divulgadas. E é necessário que busquemos apoio tanto do governo quanto da iniciativa privada para o seu aprimoramento,  a fim de resolver seus aspectos negativos e aproveitar com sabedoria seus aspectos positivos.

(por Esther Alcântara)

Mude o Mundo

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Água, um bem natural

A guerra da água
por: Leonardo Boff

A água, objetivamente, é um bem natural comum, vital e insubstituível. Ocorre que vivemos numa quadra histórica em que o modo de produção dominante e hoje globalizado transforma literalmente tudo em mercadoria, até as coisas mais sagradas e vitais. Os direitos humanos inalienáveis são rebaixados a necessidades humanas. Para a sua satisfação deve-se obedecer as leis da oferta e da procura, próprias do mercado. Só tem direitos quem puder pagar e for consumidor e não quem for pessoa, independente de sua condição econômico-social. É uma traição aos ideais da modernidade.

A água doce, por ser um bem cada vez mais escasso – somente 0,7% é acessível ao consumo humano – mais e mais ganha preço e se transforma em objeto da cobiça mundial. Vigora uma corrida frenética de grandes multinacionais para privatizar a água, transformá-la em recurso hídrico e em mercadoria com a qual se pode ganhar muito dinheiro. Cuidou-se para que fosse demolida a compreensão humanística e ética de que o acesso à água fosse direito humano fundamental. Conseguiu-se que fosse reduzida a uma necessidade como qualquer outra, cuja satisfação deve ser encontrada no mercado. Foi o que, efetivamente, declarou o Segundo Fórum Mundial da Água em 2000: a água não é mais um direito inalienável mas uma mera necessidade humana.

Agora começou uma guerra ferrenha pelo controle do acesso à água potável. Quem controla, detém um poder de vida ou de morte sobre milhões e milhões de pessoas. Hoje 1,6 bilhão de pessoas tem grave insuficiência de água e em 2020 serão 3 bilhões numa humanidade com 8 bilhões de pessoas. Estas poderão ver negado o acesso à água porque não terão como adquiri-la e estarão sob risco de vida.

Há tempos o vice-presidente do Banco Mundial, Ismali Serageldin dizia com razão: ”Se as guerras do século XX foram por petróleo, as do século XXI serão por água potável”. Com efeito, atualmente existem 50 conflitos no mundo por causa da falta de água, já que 40% da população mundial vive junto a 250 bacias fluviais. A bacia do Trigre e do Eufrates é o centro do contensioso entre a Turquia, a Síria e o Iraque; a bacia do rio Jordão, entre Siria, Palestina, Israel, Jordânia e Líbano; a bacia do Ganges e do Indo entre Bengladesh, India e Paquistão e assim a bacia do Nilo e do Zambesi.

Como enfrentar as hidromáfias e evitar as guerras por água? Em primeiro lugar, demolindo a compreensão materialista que subjaz à lógica das privatizações da água. Ao considerar tudo mercadoria, ela destrói qualquer sentimento ético, ecológico e espiritual, ligado diretamente à água. Em segundo lugar, resgatando o sentido originário da água como matriz de todas as formas de vida sobre a Terra. A água bem como a vida, jamais poderão virar mercadoria. Em terceiro lugar, criando, como muitos o estão propondo, a consciência de que um necessário pacto social mundial deve ser feito em cima do tema da água já que todos precisam dela para viver. Por fim, em nome desta consciência planetária não se há de conceder a ninguém o direito de privatizar a água. Ela deve ser excluída das negociações comerciais a nivel mundial.

A água é um dom que a natureza ofereceu à vida e a cada um de nós. 70% de nosso corpo é composto de água. Porque é tudo isso, a água constitui uma das metáforas mais significativas do Divino que está em nós e no universo e da sacralidade de toda a vida. Como não lutar por ela e cuidá-la?

Leonardo Boff
Fonte: http://jbonline.terra.com.br [28/JAN/2005]

 

 

 

 

“QUEM AMA CUIDA, QUEM CUIDA APRENDE A AMAR”

Reflexão de Leonardo Boff extraída do livro:

Saber Cuidar: ética do humano – compaixão pela Terra

 

Consumo Consciente

Repense suas atitudes

Por: Esther Alcântara

Você já parou para pensar em como a atitude individual pode fazer diferença na vida do planeta? Pode-se começar com pequenas coisinhas e obter resultados grandiosos.
É só pensar sempre, pensar antes de qualquer atitude de consumo! Pensar, por exemplo, no que se compra e em como se compra, em como está embalado o produto que se quer comprar, em como será levado para casa (sacolas de plástico, por exemplo)… Claro que muitas vezes você terá de recusar a praticidade e abrir mão de sua comodidade, mas será em prol de algo muito maior que os seus minutinhos a mais para refletir, que o seu tempo gasto no planejamento das compras, que o peso da sacola não descartável que levará de sua casa ao supermercado… Sim, é preciso reduzir o consumo de plásticos, parar de colecionar sacolinhas de supermercado! Mas se você realmente ainda não consegue abrir mão delas, pense em reduzir o número, não aceite uma para cada produto. E só as aceite se for reutilizá-las em casa, para embalar o lixo, por exemplo. Mas não leve pra casa mais do que você realmente costuma usar. Já há supermercados que disponibilizam sacolas retornáveis, ou seja, de um material que possibilita que você a reutilize em sua próxima compra. E também há empresas estudando novas maneiras de se desfazer do lixo, maneiras não agressivas ao ambiente. Fique de olho nessas novidades!
E por que comprar frios, carnes e outros produtos em embalagens de isopor? Sabe-se que o isopor dificilmente é reciclado e que as empresas investem muito pouco em sua reciclagem; e elas nunca aproveitam o isopor usado em residências, além de exigirem quantidade próxima a uma tonelada do produto para pensar em reciclar. E, uma vez na natureza, o isopor se torna uma grande ameaça por vários motivos, até mesmo pela possibilidade de ser engolido em pedaços por peixes e tartarugas.
O plástico também é muito nocivo ao meio ambiente, mas pode ser reciclado com mais facilidade. Portanto, se usado com moderação, os produtos com embalagens plásticas são uma alternativa melhor na escolha de seus produtos, desde que você não se esqueça de encaminhá-las para reciclagem.
Então pense: por que não pedir para cortar os frios e as carnes em vez de comprá-los na bandejinha de isopor? Esqueça o isopor! Talvez você perca alguns minutos extras na fila da carne,  mas terá como recompensa um produto mais fresco e a satisfação de contribuir para uma grande causa, que com certeza já é sua desde que nasce neste planeta. Que tal se comprometer mais com ela e assumir sua parcela de responsabilidade pelas questões ambientais?
Sua nova atitude no supermercado será só um começo. A partir dela, naturalmente você começará a mudar, a pensar, a ter mais consciência na hora de consumir qualquer coisa. Vai passar a pensar sobre seu consumo de água, por exemplo:
“Se todos os habitantes de São Paulo fecharem a torneira ao escovar os dentes, todo dia será economizada água equivalente ao que cai nas cataratas de Iguaçu por nove minutos.
Consuma sem consumir o mundo em que você vive.” (Instituto Akatu – http://www.akatu.net/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?tpl=home)
Bem, mas a questão da água merece atenção especial, em um próximo artigo.
Até mais.

Dica: Conheça o Guia de Boas práticas para o Consumo Sustentável em:
http://mma.gov.br/port/sds/guia.html